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PANDEMIA - O que Fazer?

 



 

Depois de um bom tempo sem escrever nada, voltei para contar uma boa notícia. Minha mãe finalmente foi vacinada. A sensação é de um alívio incrível, mesmo sendo apenas a primeira dose. Dia 16 de abril ela deverá tomar a segunda.

Quem diria que após um ano da descoberta do vírus já teríamos uma vacina? Pois é, temos várias. Não propriamente no Brasil, mas melhor pular essa parte. É incrível como nossas vidas estão atreladas ao sucesso dessas vacinas. Um ano se passou e nem parece.

Quando achamos que as coisas estavam melhorando, tudo andou para trás. Veio a segunda onda, ainda mais mortal, e aquela sensação de medo começou a tomar conta novamente.

Só que agora não temos mais 100, 200, 300 mortos. Temos 300 mil. Mais de 2000 pessoas morrem por dia. Faltam leitos, oxigênio, medicamentos. É como se nunca tivéssemos vivido uma pandemia, afinal, não deveríamos estar preparados? Não deveríamos ter aprendido com os exemplos pelo mundo e aqui mesmo?

Mais uma vez trouxe o escritório para a minha casa e trabalho de forma totalmente remota. O que mais me intriga, no entanto, é ver pessoas sem máscara nas ruas, como se nada estivesse acontecendo. Pessoas reclamando que não podem utilizar a piscina dos prédios.

Por outro lado, a situação econômica está cada dia mais difícil. Não teria sido mais fácil fechar tudo logo de uma vez, lá no começo? Investir em vacinação em massa? Ao contrario disso temos pessoas morrendo aos montes da doença, outras desesperadas vendo seus negócios se acabarem e outras inúmeras, sem ter nem mesmo o que comer.

Não tenho intenção de criticar ninguém, embora discorde de muitas posições de vários lados. Só estou cansada. Tem horas que bate um desânimo gigantesco. Todo dia um nome novo na lista de mortes. Amigos, conhecidos, gente que nunca tinha ouvido falar, mas a tristeza é a mesma. É mais uma vida que se vai.

A pergunta que fica é: será que estamos fazendo o que devíamos fazer para combater essa doença? Se existe uma saída, onde ela esta? A quem devemos cobrar? Ou devemos fazer ? Está difícil encontrar respostas.


  Ana Azevedo - Jornalista


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